A partir desse plot, o diretor Tomas Alfredson faz de Deixa Ela Entrar um delicado filme sobre solidão e amizade. Possivelmente, quando for lançado em DVD, a maior parte das locadoras o catalogará como um filme de terror. Porém, apesar de certas sequências sanguinolentas (em especial o clímax numa piscina), creio que seria mais adequado classificar Deixa Ela Entrar como um drama focado nos temas universais: amor e morte, desejo e destruição. Trata-se de uma obra delicada, que pode até ser interpretada como uma fábula romântica pré-adolescente. Porém, quem atentar para o destino do personagem de Håkan, o senhor envelhecido que logo se mostra incapaz de sustentar os hábitos alimentares de Eli, poderá analisar o filme como uma parábola sobre a fugacidade dos homens diante da passagem inexorável do tempo.
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